Carlos se vê perturbado por uma potente inquietude. Já seu analista está obcecado pela ideia de que deve eliminá-lo para salvar sua ilha. A ilha é, por excelência, um território perturbado. Pedaço de terra desligado do continente ou território que emerge dos abalos advindos do centro do mundo: voltar a se integrar ao mar é o fantasma que ronda todas as ilhas. Existe, nessa relação tensa entre mar e ilha, uma oposição entre civilização e destruição, forma e informe, cultura e caos unidos em um carinhoso e escatológico tributo a Carlos Reichenbach, Lucio Fulci e Andrzej Zulawski.

Por questões ontológicas dos seres (no caso Dinossauros), reflexões sobre a inércia e o voluntariado, além de uma pitada de poética contemporânea são necessárias nas vidas desses pobres mortais.

Um homem, envolvido em um estranho ritual, tem três dias para buscar o presente ideal ao Belzebu com quem fez um pacto. Enquanto isso, a mulher amada continua possuída pelo demônio.

“E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor teu Deus, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão.” – Deuteronômio 28: 53 

Um projecionista de cinema tem sua rotina afetada de forma drástica, após encontrar uma misteriosa lata de película contendo as advertências: Não abrir. Não projetar.

Nesse poema audiovisual vemos a saga cósmica de uma família perturbadora pela ótica de seu filho caçula. O retrato épico de uma sociedade que percebeu tarde demais o seu estágio de decadência. Um vídeo hediondo que só poderia ter nascido nos trópicos.

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